A caminho de casa, sentado na estrada, aqui estou. Nesses tempos de web 2.0 tudo é na base das comunidades, aliás nunca esteve tão em moda o uso dessa palavra, mais do que tribo, grupo, associação, a comunidade reflete esse estilo pós-moderno de ser e pensar. O termo serve quase que pra tudo, desde as famigeradas comunidades no orkut, até os filmes politicamente-redeglobo-corretos que falam das favelas desse Brasil, ou melhor, das comunidades. Ao mesmo tempo a concepção da própria palavra fica distante de seu original, a idéia de viver em função do outro, dividindo e trabalhando em conjunto tem se tornado algo cada vez mais demodê, não mais do que essa palavra.
Será que esse novo tipo de comunidade, cada um por si e Deus por todos (por todos da comunidade Dele), não revela que entramos em um caminho sem volta? Ou será que essa é a única forma de continuarmos nos relacionando, ainda que superficialmente? Será que construindo minhas comunidades eu não esqueci de construir minhas relações? Será que o Mário Sérgio Cortella desvendou todo o segredo? Sei lá...
Livro do mês no criado mudo
- A História dos Mártires - John Foxe